Blog Diário em Off

Sustentabilidade também na comunicação digital

Tendemos a achar que sustentabilidade é uma coisa de apenas separar lixo reciclável, de não usar agrotóxicos (há um debate aqui, mas não entrarei no mérito), de privilegiar energia de baixo carbono, de diminuir o consumo (é muito sobre diminuir o consumo). Pensamos menos em sustentabilidade aplicada às comunicações e interações digitais que fazemos no dia a dia. É sobre isso que quero falar.

História sem nenhum craque de futebol

Infelizmente, não me resta nada a não ser relatar como o Código de Defesa do Consumidor poder ser manipulado à nossa revelia. No dia 16/jan, comprei um álbum de figurinhas e 100 pacotinhos desta editora pro meu filho. A conta foi paga com a mesada dele, que junta a de meses justamente pra comprar coisas … Leia mais

Você nunca saberá se falta mais luz do que deveria em seu bairro

O que uma métrica tem a dizer para o cidadão comum (ou como você nunca saberá se falta luz no seu bairro além do que deveria). Estamos aos 15 dias de fevereiro e, embora a temporada esteja sendo chuvosa, e embora – como curitibanos – estejamos acostumados a ver semáforos não funcionando quando chove na … Leia mais

Sobre ciência, paradigmas e síndromes que nos afligem.

Por email, me enviaram este vídeo, que tem 20 mil views no you tube, pedindo-me opinião. Eu a emiti (não que valha muito). Nunca deixei de escolher a ciência em todas as oportunidades que ela me pareceu ser a melhor opção – mas isso, me parece, é relativamente óbvio. Menos óbvio, talvez, é que haja … Leia mais

Usabilidade pra que usabilidade

O ano era 2000. O do bug do milênio que não aconteceu. Termos modernos entravam pro vocabulário do marketing no Brasil, como homepage, pop-up, landpage, hotsite. A navegação pela internet em celulares ainda era meramente acessar pequenos bancos de dados por uma tecnologia pioneira chamada Wap, que poderia desbancar o SMS, antes que víssemos smartphones nascerem.

O marketing do pranayama

Nenhum marketing do bem pode gerar ansiedade. Se estiver, está errado. Às vezes não é a qualidade da mensagem, mas a quantidade; mas quase sempre é a qualidade.
Às vezes, o marketing da ansiedade paga as contas numa casa, mas depaupera outra. É um balanço extremamente difícil este, marketear equilibrando meios e finalidades.

Geração You Tube e o brownie de chocolate

Então o rapazinho tatuado assinou um livro – e saí do meu devaneio, pois quis saber que livro era. Minha miopia, no entanto, não deixou as letras do título se ajustarem na retina. O rapazinho era um autor e estava ali pra lançar seu próprio livro. Quem, qual livro, quando? É o que eu queria saber.

“Wira”, povo que cheira

Desanas, na floresta amazônica colombiana. Delimitam o espaço pelos cheiros. Autodenominam-se “wira”, “povo que cheira”. Acreditam que o cheiro é captado por todo o corpo e não apenas pelas narinas.

Narrativas oniscientes

O final do século XX destruiu a figura do narrador onisciente, exceto nos enredos fantásticos e amorosos, onde queremos escapar da realidade que é, fundamentalmente, caótica. Assim que, hoje, não existe nenhuma possibilidade de lermos o que está acontecendo de um ponto de vista onisciente. Quem estiver dizendo que sabe o que está acontecendo estará dizendo do alto da dificuldade de admitir sua ignorância. Nós não conhecemos a trama. A narrativa no século XXI – a narrativa da vida, a narrativa da economia, a narrativa da política – não é uma narrativa onisciente, ainda mais porque a absorvemos de algo intrinsecamente fragmentado, a internet.