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A história secreta de Paris – Andrew Hussey

Postado às 15:43 do dia 27/06/12

É um catatau com 584 páginas lançado em 2006 pelo historiador inglês Andrew Hussey (1963). Chegou no Brasil pelas mãos da editora Amarilys em 2011. Levei de dezembro do ano passado até agora para lê-lo, um pouquinho por noite, porque segurar um livro que pesa como ele não é fácil. (Devo fazer alterofilismo para encarar em breve as Crônicas de Gelo e Fogo.) Mas compensou: em vez de sairmos desmistificados com Paris, terminamos o livro mais apaixonados ainda. Bem que Andrew tentou isto, desmistificar a cidade: o livro tem como subtítulo “Como ladrões, vigaristas, cruzados, santas, prostitutas, déspotas, anarquistas, poetas e sonhadores transformaram um povoado gaulês na cidade luz da Europa” – mas o ponto de vista destes outsiders não mancha nem um pouco a reputação dela – pelo contrário, torna tudo muito mais interessante, embora a conclusão seja: o capitalismo vence, e também porque os outros estavam tomando um porre.

Mas um ponto quero comentar aqui: o livro de Andrew é recheado de dados históricos, as fontes pesquisadas são inúmeras. Apesar de todo este cuidado, o tom do livro é confessional. Em algumas partes é marcadamente de fofoca. Recorde o subtítulo. Andrew frequentou o underground parisiense. Se coloca método em sua pesquisa é para poder dar voz à memória afetiva que tem da cidade. Acho isso o que de mais interessante se deprende da leitura.

Será muito difícil comentar as melhores partes d´A História Secreta: o livro está inteiro sublinhado, inteiro com as bordas das páginas dobradas. Tentarei resgatar o the best of the best, vamos ver se dou conta.

 

Turistas

“ ‘Quão diferente foi minha primeira visão de Paris do que eu havia esperado’, escreveu Jean-Jacques Rousseau, um dos primeiros exploradores da cidade moderna.” (p. XVI)

– Rousseau nasceu em Genebra e foi conhecer Paris por conta de uma amante que o havia trocado por outro. Paris é o destino turístico nº 1 no mundo, não esqueçamos isso. Em Paris, a maior parte é turista.

“ ‘Eu, de fato, só sou francês graças a esta grande cidade.’ ” (p. 132)

– A citação é de Montaigne, outro que se rendeu aos encantos de Paris, tendo nascido no interior da França.

“Os turistas ingleses [que começaram a chegar após o tratado de paz de 1803], por sua vez, eram céticos quanto à nova cidade que estava sendo construída ao seu redor. Eles notavam que muito da magnificiência era pilhagem, fosse na forma de obras primas da Renascença (assim como livros, manuscritos, estátuas) saqueadas do norte da Itália [nas campanhas de Napoleão], que estavam agora fazendo do Louvre o mais importante museu de arte do mundo, ou nos cavalos de bronze que ficavam no alto do Arco do Carrossel. O novo império, especulavam eles, não poderia durar muito de fosse construído à base de roubos no estrangeiro e tirania em solo próprio.” (p. 262)

– Não é inacreditável que o Louvre tenha sido construído à base de obras roubadas? Toda grande fortuna se beneficia do esquecimento. Posso até pensar que uma obra roubada de dentro do Louvre apenas cumpre um desígnio kármico.

“Como Luís-Napoleão, Hausmann também era, de certo modo, um estrangeiro em Paris (Luís-Napoleão só havia vivido lá quando era um bebê) e não tinha ligações sentimentais com as ruas da cidade ou com o seu povo.” (p. 314)

– Vai ver que por isso nenhuma reforma drástica para facilitar o fluxo de carros, ciclistas e pedestres sai em Curitiba: aqui todo mundo é apegado demais à sua própria curitibanice.

“O impacto da imigração massiva para a França foi sísmico.” (p. 406)

– Andrew se refere não apenas aos norte-americanos que chegaram a Paris entre 1920 e 1930, mas também de outros europeus, mormente italianos que fugiam do fascismo, e norte-africanos que vieram substituir a mão-de-obra nativa que tinha sido dizimada pela I Guerra. Ele ainda acrescenta que em 1921, os estrangeiros eram 5% da população em Paris; em 1930, 10%. (p. 406) Ah, sim, nota de curiosidade: brasileiros também emigraram para a França nos anos 30.

 

 

Parisienses

“Os parisienses de uma classe social elevada deliberadamente construíram o parisiénisme para ser moderno, sofisticado, deliciosa e charmosamente leve, elegante e espirituoso. Este era o tipo de parisiense que deliberadamente cultivava o accent pointu – todas as palavras eram sibilantes, com uma forte ênfase em uma pronúncia suprimida de vogais curtas no final de cada palavra –, o que para muitos provincianos é a característica da arrogante e esnobe alta classe parisiense. Esse sotaque ainda é ouvido e continua a irritar os não parisienses contemporâneos tanto quanto irritava Balzac.” (p. XIX e XX)

– Balzac ficou uma vida inteira de dívidas tentando ser aceito pela alta classe parisiense. Gastou como um rico parisiense, comeu como um rico parisiense, inventou manias como um rico parisiense – mas não tinha o accent pointu.

“(…) de que vale a cidade de Paris sem os parisienses?” (p. XXIV)

– Os parisienses têm fama de mau-humorados – e são. E Curitiba, que é mal vista pela frieza dos curitibanos, que valeria sem os mesmos?

“É uma qualidade do parisiense bem-sucedido saber como coordenar os movimentos alternantes de luz e sombra.” (p. 290)

– A frase vem de um capítulo em que Andrew analisa Balzac, o escritor que mais bem retratou o alcance do dinheiro na Paris da Restauração.

“Desde os primeiros dias de Lutécia, no entanto, a cidade era uma criação híbrida de celtas, romanos e francos. Mais tarde, vieram os burgúndios, bretões, auverneses, normandos, picardos, belgas, judeus, alamanos, gregos e até mesmo ingleses, que se estabeleceram ali motivados por amor, comércio ou religião. (…) A identidade parisiense era, e continua sendo, uma questão de estilo e comportamento, e nunca uma questão de território.” (p. 49 e 50)

– No livro Os Franceses, Ricardo Correa Coelho comenta como parisientes mulçumanos enfrentam a dificuldade de se sentirem estrangeiros em sua própria cidade, tanto quanto em países do Oriente Médio. Pensei nisso quando reli a frase de Andrew. Não é simples opinar contra ou favor da recente discussão sobre a proibição da burka em Paris. Se estilo é o que define um parisiense, liberdade para manifestar sua opinião é o que talvez mais caracterize este estilo. Como aceitar a burka numa tradição que degolou reais e rainhas? Por outro lado, como impedir a livre expressão da diversidade de etnias e religiões que sempre fez parte da cidade?

“Acima de tudo, os parisienses eram fascinados por Paris.” (p. 298)

– Toda grande cidade depende do bairrismo.

“A cultura parisiense estava sendo substituída [a partir do século XXI] pela ‘Parisiana’ – a versão turista kitsch da cidade. Analistas sociais começaram a falar e escrever desesperadamente sobre ‘Paris désemparigote’ – ‘Paris sem parisienses’.” (p. 514)

– A última vez que estive em Paris foi em 2002 e fique no Marais. Kitsch ou não, continuo achando a cidade a mais incrível do mundo!

 

 

Sexo, bebida, philosophie et politique

– “ideal de relaxamento alcóolico francês” (p. XXIV), é definição de Andrew para o bar em Paris.

“A ligação entre pornografia e política é uma das mais antigas tradições parisienses ainda vivas na cidade moderna.” (p. 211)

– No Brasil, são gêmeas siamesas.

“No mesmo ano [1840], trabalhadores parisienses compareceram pela primeira vez aos chamados ‘banquetes comunistas’, realizados em Belleville e Ménilmontant. Estes eram círculos de debate a céu aberto organizados por intelectuais radicais, artesãos, trabalhadores braçais analfabetos e proletários de estilo moderno. Os encontros eram regados a muito vinho e foram registrados por Léon Faucher em 3 de julho de 1840, que pela primeira vez na história descreveu a aparentemente espontânea organização daquilo que chamou de um ‘partido comunista’.” (p. 295)

– Tá vendo, sempre esteve ligado à festa.

“A doença chamada ‘alcoolismo’ foi descrita em 1853 pelo médico sueco Magnus Huss, que primeiro isolou a bebida como a principal causa e origem de uma vasta gama de desordens patológicas e o alcoolismo em si como uma doença crônica. Essa teoria, porém, foi publicamente desacreditada em Paris pelas maiores autoridades médicas, que consideravam o álcool um tônico para preservar a vida dos trabalhadores e algo que aumentava o prazer da vida para os ricos.” (p. 355)

– Em que outro lugar do mundo a classe médica poderia ter emitido uma opinião semelhante?

– Álcool, um “lubrificante essencial da vida parisiense”. (p. 355) Tenho que rir! Graças a Deus existe Paris. Outra coisa hilária sobre o álcool: houve em Paris, no século XIX, uma turma que se denominava “hidropata” porque estava sempre sedenta por bebida e cultura. Esta turma é que está ligada à invenção dos cabarés. (p. 356) “Hidropatas” não é um nome formidável? Hahaha

“Esses grupos [avant-garde, cubismo, surrealismo e existencialismo] imaginavam a si mesmos como uma resistência cultural e política à crueldade das forças históricas que na época ameaçavam encobrir a cidade. Ainda assim, apesar de todas as suas promessas de redenção, os avant-gardists sempre pertenceram apenas à elite, e fracassaram repetidamente na união com as massas.” (p. 372)

– Novidade nenhuma. A Semana de Arte Moderna também foi uma ruptura da elite dentro de seu próprio círculo.

“A frenética alegria e o hedonismo da década de 1920 duraram apenas alguns anos, e foram, de qualquer forma, aproveitados apenas por uma elite privilegiada, a maioria dos quais nem era parisiense ou francês.” (p. 406)

– Indico a leitura do livro Shakespeare and Company, Uma livraria na Paris do Entre-Guerras, de Syvia Beach, para entender melhor qual era o clima dos anos 20. Depois, pra cair no desbunde de vez, leia Paris É uma Festa, de Hemingway. E se preferir ficção, Os Belos e Malditos de Fitzgerald. Mas, claro, se você for visual, não leia; assista Meia-Noite em Paris de Woody Allen.

– o “intelectual francês”, “figura quintessencial parisiense” (p. 505). Não conheço outro lugar no mundo onde isso ocorra.

 

 

La Révolution et d´autres

“As morais privadas e públicas da Revolução e dos revolucionários eram quase sempre contraditórias. Elas oscilavam de uma forma extrema de permissividade, em nome da revolta e subversão, ao excessivo pudor público que condenava todas as formas de prazer como algo semelhante à devassidão do Ancien Régime.” (p. 241)

– Lendo o livro, concluí: não dá pra ser diferente: toda revolução precisa ter sua fase de desbunde.

“A Revolução, assim como o marquês de Sade, deu licença a quase todos os prazeres materais humanos, de sexo a bebida e gula (comida e bebida não eram, porém, tão pronta e regularmente disponíveis quanto sexo). Um dos poucos tabus era a homossexualidade.” (p. 244)

– Compare este parágrafo com este link  no site da secretaria de turismo de Paris. Tabu deixou de ser, não?

“A Revolução fez de Paris em si um lugar mitológico.” (p. 247)

“Paris não era mais apenas uma realidade material, mas também representava uma nova ideia do que a humanidade poderia ser.” (p. 247)

– E foi o penúltimo exemplo que a humanidade teve (o derradeiro caiu junto com as torres do WTC). Que nos resta? Sermos Brasil, China? Tá druris…

“A palavra ‘civilização’ havia, de fato, sido um artigo de fé que guiava os parisienses desde o Iluminismo e era considerada uma qualidade integral na vida francesa: um valor não negociável que fazia par com a liberdade, a igualdade e a fraternidade.” (p. 398)

– Pense então no choque que não representaram os 1 milhão e meio de franceses mortos durante a I Guerra (p. 392) e a adesão de franceses ao nazismo durante a 2ª Guerra. Isto abalou profundamente o psicológico dos parisienses. De repente, Paris não estava mais civilizada.

“Os principais fatos da vida parisiense para as gerações mais jovens nos anos 1960 eram a anomia e o tédio.” (p. 482)

– Se isto foi motivo pras revoltas de 1968, podemos esperar alguma coisa semelhante pros próximos anos?

 

 

Greves

– Nada é mais emblemático de Paris que suas greves. Leia este trecho:

“A primeira grande greve de estudantes na história aconteceu em 1229, por causa do preço do vinho em uma taberna em Faoubourg Saint-Marcel.” (p. 79)

– Antes que você use o fato para provar seu ponto de vista sobre o movimento estudantil, preciso sair em defesa dele: no século XIII, beber vinho era a única maneira de se hidratar, já que toda a água era contaminada, ainda mais aquela que provinha do Rio Sena.

“Um dos medos imediatos logo após a declaração da guerra [I Guerra] foi o de uma greve geral. Já havia existido muitas ondas de descontentamento de trabalhadores na região de Paris nos anos que levaram a 1914, mas o governo não tinha certeza se isso se devia ao sindicalismo legítimo ou semilegítimo, ao anarquismo ou ao comunismo.” (p. 385)

– A gente não tem que ficar reclamando das greves atuais serem usadas por este ou aquele movimento político ou social. Esta mistureba de intenções data de um século.

 

 

Monarquia

“O maior criminoso de todos, pelo menos de acordo com a maioria dos parisienses comuns na virada do século XIII, era o próprio rei.” (p. 92)

– Meu pai do céu! Substitua o local, a época e o chefe e estaremos falando do Brasil.

“Entre as várias catástrofes que afligiram Paris e a França, da guerra e fome às revoltas, estavam a fraqueza e a estupidez da monarquia.” (p. 108)

– Será por não ser estúpida que a monarquia resiste na Inglaterra? Não, não deve ser. A estupidez é inerente à política brasileira e eles estão aí, todos continuam por aí.

 

 

Dados históricos

– Sobre a fundação da cidade, Andrew nos conta que a região fértil do que é conhecido como Île de da Cité sempre foi habitada. Primeiro com norte-africanos, que devem ter chegado a ela em algum momento após o advento da escrita na Mesopotâmia, e depois de um milênio, por povos pré-celtas. Entre os celtas havia os que se chamavam de parisii. O seu povoado foi consquistado em 54 a.C. por Roma e recebeu então o nome de Lutécia. Foi apenas no governo de Juliano que a cidade de Lutécia foi rebatizada como Civitas Parisiorum, tornando-se Paris. (p. 3 a 11)

– No trecho que transcrevo abaixo, Andrew relata como ficou Paris às vésperas da derrota de Bonaparte, quando o exército prussiano chegou aos portões da cidade, em 1814. Acho a imagem impressionante, bastane plástica, imagine:

“Em março [1814], as ruas estavam congestionadas com as carroças dos camponeses em busca de refúgio, em Paris, das batalhas prestes a acontecer no leste da França. Os internos dos sanatórios e hospitais foram liberados para abrir vagas para os feridos; lunáticos e doentes terminais vagavam pelas ruas, zurrando, bebendo, gritando e em geral somando-se à cacofonia crescente da maré que estava rapidamente encobrindo a cidade enquanto Paris aguardava sua destruição. Os necrotérios também foram esvaziados e centenas de corpos foram atirados no Sena, com as autoridades prometendo aos parisienses que esses corpos frescos não estavam contaminados e não poderiam causar doenças.” (p. 263)

 

 

Curiosidades

– O termo flâner chegou a Paris vindo da Normandia e Andrew o conceitua como uma “elegante preguiça”, veja:

“O culto à preguiça nessa época [séc. XIX e XX] era uma reação pseudoaristocrática às demandas utilitárias do trabalho e da indústria.” (p. 198)

– Data de 1660 o estabelecimento em Paris dos primeiros cafés, que eram estabelecimentos especializados nesta elegante bebida que chegou à cidade após o cerco aos turcos em Viena. (p. 198)

– O chá chinês apareceu em Paris em 1636 e foi imediatamente bem aceito, ao contrário de outros produtos importados, fortemente ligados aos turcos. (p. 198)

– No século XIX, era inapropriado fumar na rua. Preferia-se fumar sob passagens cobertas, chamadas de galeries. (p. 278) Não é curioso que hoje seja justamente o contrário?

– O primeiro grande magazine, precursor dos Printemps da vida, foi La Belle Jardinière, inaugurado em 1824. (p. 284)

– O primeiro sistema de transporte coletivo foi fundado em 1828 e consistia de 100 carruagens puxadas a cavalos, com 18 a 25 assentos cada uma. (p. 284)

– Os dois primeiros jornais diários surgiram em 1836: La Presse  e  Le Siècle. (p. 284)

– Saint-Denis é considerado o primeiro patrono de Paris (sec. III) (p. 19); Santa Genoveva, a primeira padroeira (séc. V) (p. 29)

– Foi o rei Felipe-Augusto que resolveu construir esgotos em Paris, no século XIII, depois que se debruçou enojado sobre uma das janelas do Louvre e sentiu o cheiro de excremento no ar (p. 70). Aliás, sobre isso, escrevi uma crônica: Uma História Nojenta, que fala do nojo como propulsor da civilidade.

– A faculdade que deu origem à Sorbonne foi fundada em 1257 por Robert de Sorbon, um capelão de Luís IX. (p. 76)

– A Ordem dos Cavaleiros Templários se estabeleceu no bairro Marais que, séculos depois, viria ser habitado pelos judeus. (p. 92) Visite o Marais.

– A peste negra chegou a Paris em 1348, dizimou a população da cidade para a metade no período de um ano. (p. 101)

– Ciganos chegaram a Paris pela primeira vez em 1427. (p. 119)

– Em 1470, foi estabelecida a primeira prensa na cidade. (p. 127)

– No século XVIII, Paris contava com 600 mil habitantes (p. 228). Veja que é bem mais que muita cidade brasileira de hoje.

– Bonaparte foi quem fundou o Banco da França (séc. XIX). (p. 258)

– Paris tinha 700 mil pessoas em 1817 e 1 milhão em 1844. Cresceu bem, hein? (p. 276)

– Entre 1830 e 1848, estima-se um crescimento de 60 mil para 200 mil leitores da imprensa em Paris. (p. 297) Não é pra gente querer se trancar no quarto de vergonha?

– Em 1820, Paris abrigava mais de 3 mil restaurantes de luxo. (p. 300) Ai, fiquei deprimida agora.

– Em 1885 havia 30 mil cafés em Paris. (p. 354) Piorou minha depressão…

– Além da Torre Eiffel, a Exposição de 1889 assombrou pela instalação de uma esteira rolante. (p. 373) Imagine, a gente fica chocado quando anda em aeroporto estrangeiro cheio de esteiras rolantes, pense as pessoas naquela época…

– Em 1937 existiam 37 cinemas em Paris. (p. 374) Choquei! Não temos nem isso em Curitiba. Sem contar que a primeira linha de metrô em Paris começou funcionar em 1900… (p. 375) Paisinho de m que a gente vive, né?

– Em 1939, diante da escassez da II Guerra e de invernos rigorosos, o governo francês indicou que os cidadãos aderissem à dieta vegetariana 2x por semana. Claro que fracassou, até que os franceses não tivessem nem um nabo sequer pra comer. (p. 426)

– Até o início de 1950, 90% das casas em Paris não tinha instalações básicas como chuveiro, caso sanitário ou banheira. (p. 475)

 

revisto por Mayra Corrêa e Castro ® 2012

 

HUSSEY, Andrew. A história secreta de Paris. Barueri, SP: Amarilys, 2011.

 

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