Padronizar o cuidado aromaterapêutico em ambientes de cuidados de saúde não é tarefa fácil, mas foi alcançado através das preconizações do documento intitulado Aromathérapie scientifique : préconisations pour la pratique clinique, l’enseignement et la recherche: consensus d’experts destiné aux professionels de santé et aux décideurs exerçant en milieux de soins (hospitalier et médico-social [Aromaterapia científica: preconizações para a prática clínica, ensino e pesquisa: consenso de especialistas destinado aos profissionais de saúde e aos gestores em meios de cuidados (hospital e médico-social).

Trata-se do “Consenso Francês”, publicado em junho de 2018, com 182 páginas, coordenado pela farmacêutica Annelise Lobstein, professora de Farmacognosia, fruto do trabalho de pelo menos 31 profissionais de saúde especialistas em aromaterapia. Ele teve patrocínio da Fundação Gattefossé, que anteriormente havia apoiado a elaboração de uma cartografia da aromaterapia clínica em ambientes hospitalares e médico-sociais na França, antecedente fundamental ao Consenso, já que dessas instituições mapeadas saiu boa parte dos relatos de experiências que embasaram o documento, junto com a análise de livros da tradição e pesquisas científicas.
O Consenso traz preconizações não apnas para a prática da aromaterapia clínica e suas tradicionais listas de propriedades, indicações, contraindicações e posologias de óleos essenciais, como também para o ensino da aromaterapia clínica a profissionais de saúde e para a pesquisa, inclusive com argumentos técnicos, sociais e econômicos para apoiar a implantação de serviços de aromaterapia em instituições. Ressaltando que o uso terapêutico dos OEs não se opõem à medicina convencional, o Consenso preconiza um aromaterapia clínica que se demonstre eficaz, compatível com tratamentos já em decurso por parte dos pacientes, individualizável e econômica. Tratada como um ramo da fitoterapia e procedente da farmacognosia, esse documento francês se preocupou não apenas em ampliar o leque de OEs à disposição do profissional (mais do que os 13 OEs que estão documentados pela Agência Europeia de Medicamentos por meio de seu Comitê de Medicamentos de Plantas), como estabelecer os critérios para que essas substâncias possuam qualidade dita médica.
Outro ponto interessante do Consenso é o estabelecimento das áreas mais promissoras para pesquisa com aromaterapia clínica: infecções hospitalares, co-analgesia, cicatrização de feridas, acompanhamento de problemas cognitivos e comportamentais, e cuidados paliativos e de fim de vida.
O Consenso Francês foi o tema de meu novo video no You Tube e será aprofundado no curso que trago agora em 2026 pra Casa Máy, o Aromaterapia na Tradição Francesa.
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