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Lua nova – Stephenie Meyer

Postado às 20:05 do dia 02/01/13

E finalmente chegamos a Jacob Black. Ele, indiscutivelmente, acrescenta voltagem extra à saga Crepúsculo, levantando não apenas o humor de Bella, mas também o nosso enquanto a família Cullen não resolve fazer algo divertido de novo, como ir a Itália desafiar seus pares. Em Lua Nova, Stephenie Meyer inclusive se permite a brincadeirinhas metalinguísticas, como os capítulos Outubro, Novembro, Dezembro e Janeiro que contêm apenas o título para descrever o vazio em que se transforma a vida da protagonista. É, possivelmente, o livro mais interessante de toda a série.

Há vários motivos para isso: Bella dá um tempo da cozinha e não precisamos acompanhar as descrições das gororobas que fazia para seu pai; Edward está longe, ufa, então não há nada que Bella possa fazer a não ser se divertir, aprendendo andar de moto, pulando de penhascos e ficando de mãos dadas com Jacob; depois, existe esta família milenar de vampiros italianos, os Volturi, e Aro, o patriarca, é um bon vivant mija-groselha que faz com que respiremos aliviados ao constatar que pelo menos alguém sabe aproveitar a eternidade.

Outra razão para Lua Nova ser um livro muito melhor que Crepúsculo é que há opiniões nele. E opiniões são a essência das citações. Em comparação à resenha do primeiro livro da saga, este segundo nos traz alguns trechos a mais para reler.

Veja os que selecionei; mas se ficar entediado (entediada, mais adequado), veja o filme e vá direto à parte em que Taylor Lautner se exibe na pele de lobo à Bella. Embora o ator não tenha os 1,94 de altura que Stephenie imaginou para um lobisomem (ele é 15 centímetros mais baixo), tem a mesmíssima temperatura: quente.

 

 

Sobre o sentido da vida

“Religião era o último tema que eu esperava, considerando tudo aquilo. Minha própria vida era destituída de crenças. Charlie se considerava luterano, porque os pais dele eram, mas aos domingos ele idolatrava o rio com uma vara de pesca na mão. Renée de vez em quando ia à igreja, mas, assim como suas breves passagens por aulas de tênis, cerâmica, ioga e francês, ela abandonava a prática no momento em que eu tomava conhecimento da novidade.” (p. 35)

– Bella tem um certo humor. Em Lua Nova, já que ela não precisa ficar o tempo todo posando de inteligente e sarcástica pra Edward, consegue descrever o que vê de uma forma mais simples e honesta, como aqui.

“Enquanto fugíamos para a oficina improvisada, pensei em minha sorte. Só um adolescente concordaria com isso: enganar nossos pais enquanto consertava veículos perigosos usando dinheiro que devia ser para minha educação universitária. Ele não via nada de errado nisso. Jacob era um presente dos deuses.” (p. 103)

– Há pessoas que ganham de presente o sentido da vida e não percebem. Ai, ai…

“O amor não funciona desse jeito, concluí. Depois que você gosta de uma pessoa, é impossível ser lógica com relação a ela.” (p. 217)

– Não é comovente que Bella exerça autocrítica?

“Nunca vi os Cullen usarem a mesa de jantar – aquilo era só para constar. Eles não comiam em casa.” (p. 377)

– É o que estou dizendo: quando não quer parecer inteligente, Bella pode ser engraçada.

 

revisto por Mayra Corrêa e Castro ® 2013

 

 

MEYER, Stephenie. Lua Nova. Tradução de Ryta Vinagre. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2008, 2ª. edição.

 

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