Patchouli, o antiperfume dos anos 1960

Divirta-se um pouco!

Se você já estiver sorrindo é porque a simples menção de “patchouli” ao lado de “anos 60” traz referências impublicáveis em redes sociais! 😂

A imagem nostra um fundo formado de folhas de patchouli, que são verdes, com bordas serradas, pontiagudas e ranhuras aparentes no limbo. Está escrito: Divirta-se um pouco. Patchouli, o antiperfume dos anos 1960. Completam a imagem o desenho de uma janela aberta com floreira, que é o logo da Casa Máy, fundada em 2009, e o site www.casamay.com.br.

.

Mas, não: não falaremos de todos os odores que o patchouli sempre soube disfarçar. Vamos falar de perfumaria.
.
Depois de uma década do New Look (1947) de Dior, com seus metros de tafetás em saias plissadas e cinturas marcadas, quando os primeiros da geração Boomer chegavam à adolescência e os últimos nasciam (1959), a perfumaria parecia ir de Miss Dior a Diorissimo sem se conectar com a juventude.
.
Nas palavras da ensaísta Lizzie Ostrom, a indústria de fragrâncias estava “cansada”, mesmo na Inglaterra, onde explodiriam muito em breve os Beatles, Mary Quant e Twiggy.
.
Nesse cenário, o maior sucesso olfativo dos anos 1960 veio não de um perfume criado por perfumistas e lançados com poderosas campanhas publicitárias, mas de uma planta do sudeste asiático: o patchouli.
.
Usado como perfume, queimado como incenso, esse foi o cheiro que dominou aquele período mesmo que Brut (Fabergé) e Eau Sauvage (Dior) venham à mente. Não foi pouco pra uma erva! Por sua capacidade de fazer frente a importantes verbas de P&D e marketing da perfumaria, Lizzie alcunhou o patchouli de o antiperfume.
.
Sabendo disso – e conectando com aquilo que o fez sorrir -, antiperfume é um apelido com mais dimensões pro patchouli, não é mesmo?! 🤭
.
Venha estudar com a gente. Aqui sua formação sai do óbvio.

Beijo de cheiro, Mayra.