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Toxidade do metilchavicol (estragol)

Postado às 15:27 do dia 08/12/21

O metilchavicol, também chamado de estragol, é uma molécula majoritária em poucos óleos essenciais, mas minoritária em muitos outros.

Segundo Tisserand & Young (2014), a principal fonte de metilchavicol são os seguintes OEs:

– ravensara-aromática cascas (sin. de ravensara-anisata);

– estragão; e

– manjericão-exótico, entre os mais conhecidos, com teores acima de 70% da molécula.

Já com teores na faixa entre 5% e 20%, temos:

– pinheiro-amarelo;- manjericão-santo (sin. tulasi);

– ravensara-aromática folhas;

– anis-estrelado:- funchos amargo e doce; e

– murta qt estragol.

Esta molécula aparece em muitas pesquisas in vitro e com cobaias gerando efeitos hepatocarcinogênicos e, por isto, sofre um severa restrição tanto de percentual em produtos cosméticos, quanto em produtos alimentícios, como flavor.

No que tange ao limite dérmico, a IFRA estabelece o máximo de 0,01% de estragol em produtos com ou sem enxágue. No uso oral, a UE estabelece dose máxima 0,05 mg/kg/dia. Na França, a venda do OE de estragão como complemento alimentar é regulada de forma especial, mas não em outros países da UE.

É preciso ser dito que tais medidas são preventivas, já que as pesquisas não são conclusivas até a presente data. De toda forma, sabe-se que o estragol age como antiagregador plaquetário e este efeito, sim, é indesejável se o interagente já fizer uso de medicamentos ou substâncias anticoagulantes. Neste caso, sobretudo por uso oral, OEs ricos em estragol deveriam ser fortemente limitados.

De nossa parte, preferimos também adotar a cautela e, se tiver que fazer uso destes OEs ricos em metilchavicol, fazer sempre muito pontualmente.

Me diga se conhecia estas informações. São importantes, não?

Beijo de cheiro, Mayra.

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