Pra aromaterapia, a copaibeira rende 2 produtos importantes:
- a oleorresina (OR); e
- o óleo essencial (OE), que é destilado da oleorresina.
O hidrolato não é relevante porque a destilação costuma ser feita a seco.
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O óleo vegetal, gorduroso, rico ácidos graxos e triacilglicerídeos, também não é relevante porque viria da prensagem das sementes, mas o processo não é comercial, sendo feito preferencialmente pra pesquisas científicas.
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Você já sabe que a OR de copaíba contém metade de compostos voláteis e metade de ácidos diterpênicos não-voláteis. O que se volatiliza é recolhido no óleo essencial.
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Sabendo disso, responda à pergunta, porque basta um raciocínio lógico:
- qual a interface mais adequada para o uso do OE de copaíba?
Se fosse respondeu a interface inalatória, parabéns, você demonstrou bom senso: de fato, seria um desperdício inalar um produto cuja metade não se volatiliza.
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Já a OR, seu melhor uso seria pra aplicações dérmicas ou no uso oral. Afinal, pra absorção cutânea, ter um produto que se volatiliza pouco (a metade volátil) ou não se volatiza (a metade não-volátil) é um benefício. (Na absorção oral, todos os OEs atendem a um dos requisitos básicos, que é a lipofilicidade, embora também estejam sujeitos ao metabolismo de primeira passagem no fígado.)
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Quem já foi nosso aluno deve se lembrar que digo que é uma “sacanagem” destilar um produto tão perfeito quanto a OR de copaíba. Mas, como a destilação existe, melhor destinar o OE pro uso mais adequado a ele, que é o inalatório/olfativo.
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Você já tinha pensado nisso?
Beijo de cheiro, Mayra.

