
Um dos odorantes mais caros da perfumaria é a íris, especificamente, a Iris pallida. Arctander, em 1960, sugeriu que o absoluto de íris poderia ser até 50% mais caro que o de jasmim ou que o OE destilado de rosa-damascena. Certamente é o caso ainda hoje.
O preço decorre da dificuldade de extração dos voláteis aromáticos, que são produzidos nos rizomas da planta e apenas 3 anos depois da colheita. Esses rizomas contém muito amido, o que dificulta a extração. Após serem lavados, descascados e secados, eles ficam armazenados com controle rigoroso contra fungos e insetos até que possam ser pulverizados, 3 anos depois, para a destilação. Esse tempo é necessário já que os rizomas frescos quase não têm cheiro.
Uma vez que o óleo essencial seja recolhido, ele se solidifica em função da alta carga de ácido mirístico arrastado. Esse OE solidificado se chama “manteiga de íris” Ela pode ser preparada pra que se faça a extração de um concreto e de um absoluto, o qual será livre de ácido mirístico. O odor desse extrato é muito potente, porém de evaporação lenta.
Com nuances florais, adocicadas e levemente amadeiradas, a íris compõem perfumes florais e com facetas de frutas vermelhas ou ambaradas. É uma nota que entra e sai de moda. Atualmente, essas notas são obtida com moléculas sintéticas. Por exemplo, a alfa-irona, que é presente no produto natural, mas que foi sintetizada e é empregada em fragrâncias, mas também em flavors.
Na aromaterapia, nós não usamos nem a manteiga de íris, nem o concreto ou o absoluto. Entretanto, alguns óleos essenciais podem servir para adulterar os extratos de íris naturais: sálvia-esclareia, moléculas do cedro, o amyris e alguns derivados da terebintina.
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Beijo de cheiro, Mayra.
