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Entender de doença – a lacuna na formação do aromaterapeuta

Postado às 09:35 do dia 20/04/16

Tenho uma visão muito particular de como formar um bom aromaterapeuta. Acredito que entender de óleo essencial seja 50% do caminho, mas os outros 50% é entender de doença.

 

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Quando o aluno não vem de áreas de saúde, percebo que aproveita menos o conteúdo dos cursos e fica mais preocupado em anotar receitas de sinergias do que o aluno que teve algum tipo – qualquer tipo – de formação nas áreas de cuidados com saúde. E falo isso por experiência própria: trabalhava com marketing quando decidi me tornar professora de yoga e abrir um estúdio. Durante uns quatro anos, penei. Conhecer as posturas, saber executá-las, conhecer as práticas respiratórias e conduzir uma aula não foram as partes mais difíceis no começo. Eu já praticava yoga diariamente há dois anos quando fiz um curso de formação. Duro mesmo foi receber alunos que vinham com as mais variadas queixas de doenças e passar horas no Google tentando aprender sobre elas para descobrir como asanas, pranayamas e demais técnicas poderiam ajudar. Então, quando, anos mais tarde, fiz uma segunda formação em yoga (Iyengar), aproveitei muito o curso, muito mais que eu poderia imaginar: o professor falava “escoliose” e já vinha a ficha básica da doença na minha cabeça, falava “fibromialgia”, mesma coisa. Começar estudar aromaterapia com esta bagagem que adquiri no yoga acabou sendo de grande ajuda.

Mas não é o que acontece na maior parte das vezes. As razões que fazem uma pessoa, que não vem das áreas de saúde, querer estudar aromaterapia são muito difusas, mas basicamente se agrupam em torno de dois eixos: ou a pessoa gosta de cheiros, e por isso acha que vai gostar de aromaterapia, e quer desenvolver uma carreira; ou ela passou por alguma situação difícil e quer aprender a cuidar de si de forma mais natural. É bastante legítima uma razão ou outra, mas quem não vem das áreas de  saúde, necessariamente terá que estudar, por conta própria ou com alguém, sobre doenças.

Quando você estuda sobre óleos essenciais, acaba adorando receitinhas. Não tem nada de errado usar receitinhas no início, mas elas viciam que nem açúcar. Um aromaterapeuta viciado em receitas com óleos essenciais peca no que é mais básico dentro desta carreira: olhar o indivíduo como um ser único e prescrever-lhe individualmente (legado de Marguerite Maury). Mas, para você saber prescrever individualmente, é obrigatório conhecer minimamente de doença. Imagine uma coisa simples como, por exemplo, celulite (sim, celulite é patologia). Você aprende a sinergia mais manjada da face da terra: alecrim, grapefruit e junípero. Aí falta um óleo e você não sabe como substitui-lo. Bem, se você tiver feito um bom curso de aromaterapia, saberá substitui-lo mesmo sem saber a etiologia da celulite e mesmo sem olhar individualmente para o cliente. Mas se a sinergia não funcionar, ou se o cliente não se sentir bem com ela, que você faz? É aí que entra a necessidade de conhecer de doença – tanto as do corpo, como as da alma.

Pras doenças da alma, cursos de psicoaromaterapia costumam ajuda bastante, além de uma curiosidade natural para ler sobre psicoterapias, psicossomática e outras técnicas de autoconhecimento como, por exemplo, eneagrama e terapia floral.

E pras doenças do corpo, como é que faz? Bem, se não for o caso de você aprender yoga, massoterapia, ayurveda, medicina tradicional chinesa, estética, você pode ler, fuçar na internet e também fazer cursos rápidos, como os que ofereço na Casa Máy, que foram criados justamente pra suprir estas lacunas de formação.

É o caso, em 2016, do Dermoestética para Aromaterapeutas, também Ayurveda para Aromaterapeutas, MTC para Aromaterapeutas, Prescrição Individual e Aromanidra.

Bão, né? Então vamos estudar.

 

Beijo de cheiro, Mayra.

 

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