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"As the mirror to my hand…", poesia indiana do século XIV

Postado às 16:33 do dia 25/07/11

Há várias coisas boas na vida, entre elas, ler poesia. Hábito desabitado ultimamente, é verdade, mas bravamente cultivado por alguns esquisitos, como moi même.

Dias destes, topei com este poema de um sábio indiano do século XIV-XV, se não me engano, cujo nome é Vidyapati, que escreveu em maithili, língua vernácula de uma época em que só se atrevia escrever quem escrevesse em sânscrito.

Achei o poema tão mais lindo quanto mais se sabe que ele fala do amor de Radha por Krishna. Não sou muito conhecedoura destas histórias vaishnavas da mitologia hindu, mas achei este poema, traduzido para o inglês por dois sujeitos – Edward C. Dimock, Jr. and Denise Levertov – de um erotismo lindo, pertencente àquela  peculiar tradição que a Índia tem de sacralizar tudo que é carnal.

Leia e delicie-se também.

Namaste, Má.

***

As the mirror to my hand,
the flowers to my hair,
kohl to my eyes,
tambul to my mouth,
musk to my breast,
necklace to my throat,
ecstasy to my flesh,
heart to my home —

as wing to bird,
water to fish,
life to the living —
so you to me.
But tell me,
Madhava, beloved,
who are you?
Who are you really?

Vidyapati says, they are one another.

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