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Marketing Olfativo ou Harmonização de Aromas e Ambientes?

Postado às 08:08 do dia 22/11/10

 

Nos workshops que dou sobre aromas e ambientes, uma pergunta que sempre surge é como escolher o “cheirinho” do local: levando em conta aqueles que o frequentam ou levando em conta aquilo que a marca quer transmitir? Bem, esta é uma pergunta fácil de responder: primeiro – e sempre – você leva em conta as pessoas que ficarão em contato com o aroma mais e menos frequentemente; depois – e apenas depois mesmo -, é que você leva em conta aquilo que a marca quer transmitir.

Aromas interferem no comportamento – fato. Não é possível criar um aroma – sobretudo se em sua composição forem acrescidos óleos essenciais puros, que possuem diversas propriedades terapêuticas, – sem entender que haverá pessoas que ficarão o tempo todo inalando-o: você mesmo, seus familiares ou seus funcionários; e, depois, seus convidados ou clientes, que terão uma experiência olfativa menos frequente com o aroma.

Podemos achar excepcional o aroma de capim-cidreira para salas de espera de consultório, pois irá abaixar a ansiedade dos pacientes. Mas imagine a secretária, como ficará sonolenta. Ou podemos curtir demais o aroma de canela com laranja e cravo-da-índia para aromatizar uma festa, porque passará um clima de alegria e prosperidade, exceto que o chef preparou um jantar com ervas finas e ficará maldizendo seu aroma porque se sobrepôs ao buquet de seu jantar.

O texto abaixo, que você lê também no catálogo da Mostra Morar Mais Por Menos – Curitiba, 2010, escrevi em parceria com minha amiga Carla Winikes, para exemplificar nossa filosofia quando criamos aromas para ambientes.

Neste ano, tivemos a oportunidade de criar o aroma exclusivo da mostra, que você poderá sentir andando pela casa, em determinados ambientes, e também em um dos brindes que será dado aos arquitetos e designers participantes, contendo um minispray do aroma da mostra.

Espero que as analogias do texto mostrem que o marketing olfativo é apenas uma ferramenta de venda e branding, mas a harmonização de aromas e ambientes é um instrumento para criar bem-estar.

Um abraço de cheiro, Mayra.

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Marketing Olfativo ou Harmonização de Aromas?

 

Existe um ponto de contato interessante entre vinhos e óleos essenciais. Ambos dão safras. O aromatologista é o sommelier de plantas aromáticas.  Tanto quanto um sommelier monta a adega com diferentes rótulos de uma mesma uva para apreciar as conotações de diversos châteaux, um aromatologista compara lavandas cultivadas mundo afora ou aprecia a evolução do aroma de um óleo essencial conforme o método ou tempo de sua extração. Vinhos e aromaterapia aproximam-se, fundamentalmente, por sua dependência do olfato e do terroir.

Para imprimir um pouco mais de beleza ao chamado marketing olfativo, começamos a olhar a criação de aromas ambientais como se fôssemos harmonizar um vinho, muito mais que meramente vender uma garrafa, ainda que excelente. Há diferenças.

O marketing olfativo olha uma marca e diz: “Ok, marca, este é seu cheiro.” É como um maître chegar aos convidados e lhes dizer que o vinho que irão tomar é um cabernet sauvignon sec maravilhoso, que expressa perfeitamente todas as qualidades de um vinho, quando a dama ao lado tinha a expectativa de brindar com um frisante demi-sec.

A experiência de uma refeição é formidável quando vários aspectos se somam: o ambiente, o menu, os amigos, o propósito de se reunirem e, claro, a bebida. Quando fazemos a harmonização de um aroma a determinado ambiente, buscamos criar uma sinergia olfativa com óleos essenciais que recrie esta mesma experiência:

Usamos matérias-primas naturais que evoluem como um bom vinho; buscamos formulações exclusivas que tornem aquele bouquet de aromas memorável como a melhor lembrança que você tem de um jantar perfeito; e buscamos sinergias que promovam o reencontro das expectativas entre clientes, sócios e funcionários.

A sinergia aromática que criamos para a mostra Morar Mais Por Menos Curitiba é o reflexo desta nossa crença: que o marketing olfativo é um savoir-faire, mas a harmonização de aromas e ambientes é um savoir-vivre. Criamos aromas não apenas porque gostamos de vender, mas porque amamos viver.

Una-se aos convivas!

 

Mayra Corrêa e Castro e Carla Winikes.

 

Míni CV:

Mayra Corrêa e Castro é linguista, publicitária e aromatologista. Proprietária do estúdio Casa Máy no Juvevê. www.casamay.com.br

Carla Winikes é designer e empresária. Proprietária da loja Sensorial Bazzar no Alto da Glória. www.sensorialbazzar.com.br

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