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Mamãe e bebê na aromaterapia francesa – veja o vídeo

Postado às 18:39 do dia 24/03/18

De um lado, gestantes, de outro lado, mamães, papais e tutores querendo tratar seus bebês de forma mais natural. A aromaterapia francesa atende a todos.

É sobre isso que falei nesta palestra, que foi transmitida aos participantes do I Encontro Cultural Laszlo, ocorrido em 26 de novembro de 2017 em Belo Horizonte/MG.

mamae e bebe I encontro laszlo Nov17

 

Comecei a estudar os autores franceses da aromaterapia desde meu primeiro contato a literatura especializada, em 2007. Mas fui conhecer os livros de Danièle Festy apenas em 2011, e meio por acaso, quando meu irmão me trouxe de presente da França os Ma Bible des Huiles Essentielles, o Soigner ses Enfants avec les Huiles Essentielles, e Se Soigner avec les Huiles Essentielles Pendant la Grossesse.

A primeira leitura que fiz de Festy foi um susto, mesmo eu tendo sido treinada na abordagem do uso interno dos OEs. E como sempre li mais francês que inglês,  ao susto da Festy seguiu-se o susto com Zahalka, Baudoux, Faucon, Pénoél, Franchomme, Groesjean. Você não passa com cara de paisagem pelas diluições a 60%, ao uso tópico puro, aos supositórios e ao uso sublingual de OEs que franceses, farmacêuticos e médicos, comumente prescrevem quando prescrevem óleos essenciais.

Por outro lado, fica muito nítido, nesta convivência com suas obras, que a aromaterapia não está separada da noção importantíssima dentro da naturopatia francesa, que é a do bioterreno. Bioterreno é algo simples de entender e tem a ver com tudo que você faz na sua vida que te deixa mais prediposto ou menos prediposto a adoecer disso ou daquilo, combinado com sua genética. É que a aromaterapia francesa se insere no contexto do que franceses chamam de Medicinas Doces. E essas se inserem numa visão integrativa de saúde.

É muito fácil você pegar as dosagens de franceses e dizer que eles são doidos, ou que são pouco preocupados com segurança e toxidade, ou que usam os óleos essenciais apenas com uma abordagem bioquímica. Não ocorre nada disso. Eles inserem a aromaterapia dentro do contexto de inúmeras práticas que trazem o paciente pro centro do tratamento, responsável por sua dieta, seus hábitos e estilo de vida, pra uma parceria profissional de saúde-paciente onde ambos veem o que melhor se encaixa pro tratamento. Isso é típico da naturopatia onde, inclusive, não se chama paciente de paciente, mas de interagente, porque ele interage no tratamento em vez de recebê-lo passivamente.

O que quis passar nesta palestra foi toda essa história. Se é verdade que você lerá formulações onde bebês recebem supositórios com OEs e grávidas ingerem, em alguns casos, OEs, também é verdade que se estarão observando aspectos nutricionais, aspectos energéticos e se trabalhando em parceria com outras terapias e mesmo com a medicina convencional do Ocidente.

Espero que eu tenha conseguido passar esse contexto. Sou apaixonada por esses autores, que chamo de “a francesada”. É uma sorte minha poder traduzi-los pela Editora Laszlo, e torço pra que você, assim como eu, tome sustos quando os ler, porque os sustos dão uma boa chacoalhada em nossas convicções. E aromaterapeuta tem que ter cabeça aberta – cê não concorda?

Assista ao vídeo da palestra.

Beijo de cheiro, Mayra.

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